Centro Nacional de Risco Aduaneiro será no Rio de Janeiro

Depois da porteira arrebentada com sua exclusão do Plano Estratégico de Fronteiras, a RFB finge que Aduana é importante, lança um tal de Cenrisco e criará mais adidâncias aduaneiras no exterior.

 

  O Cenrisco ficará na Cidade Maravilhosa, pois é um local atraente para concursos de seleção. Já as adidâncias aduaneiras, bota local atraente nisso!

 Em tempos de inúmeras facilidades tecnológicas na área da comunicação, as adidâncias aduaneiras nada mais serão que postos para apaniguados do poder. É a Receita Federal criando o seu próprio circuito Elizabeth Arden.

 Na prática, tudo isso nos parece que teremos ainda mais auditores de escritório no Rio de Janeiro e nas melhores embaixadas do Brasil e os criminosos e contraventores aduaneiros estarão cada vez mais SEM RISCO de serem pegos.

 A boa notícia é o Sisam – Sistema de Seleção Aduaneira por Aprendizado de Máquina, pois já que no homem administrador sindicalista a inteligência natural parece estar em falta, resta apelar à inteligência artificial das máquinas.

Nota da Intranet da RFB:

Suari quer fortalecer gerenciamento do risco aduaneiro

Em vídeo, Ernani Checcucci, titular da Subsecretaria de Aduana e Relações Internacionais, destacou alguns dos projetos estratégicos relativos à área aduaneira, com destaque para o Cenrisco – Centro Nacional de Gerenciamento de Risco – e o Sisam – Sistema de Seleção Aduaneira por Aprendizado de Máquina. (Vídeo na Intranet da RFB)

  Centro Nacional de Risco Aduaneiro será no Rio de Janeiro

O Cenrisco focará a gestão de risco na fiscalização de Zona Primária e no combate às fraudes aduaneiras. Já está decidido que a nova unidade, vinculada à Coana, terá sede na na 7ª RF.

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Segundo Ernani Checcucci, subsecretário de Aduana e Relações Internacionais, a ideia é aproveitar e otimizar o uso de recursos já existentes. As atividades do novo Centro são realizadas, atualmente, pela Divisão de Gerenciamento Aduaneiro (Dirad) e pela Coordenação de Fiscalização Aduaneira. Com a criação do Cenrisco, todas as atividades passam a ser exercidas em um só local.

Com o Cenrisco, a RFB espera desonerar o bom contribuinte, à medida que o aumento da eficiência na seleção deve diminuir o risco de operações aduaneiras legítimas a serem dirigidas a uma fiscalização mais rigorosa. Outro objetivo é a obtenção de melhores resultados tributários e de defesa da sociedade, sem que para isso seja preciso alocar recursos financeiros e humanos adicionais aos já empregados.

Um dos modos de operação do Cenrisco será por meio de pesquisas contínuas nos dados fornecidos pelo Siscomex Importação e pelo Siscomex Carga. Com o cruzamento dos dados dos dois sistemas, a Receita identificará melhor as áreas e situações de risco.

O centro não vai usar apenas dados da RFB, explica Herica Gomes Vieira, coordenadora de Fiscalização e Controle  Aduaneiro (Cofia) e coordenadora-geral (substituta) de Administração Aduaneira (Coana). Serão criados grupos especializados em fazer estudos de mercado a partir de dados fornecidos pelas unidades de despacho, por outros órgãos do setor público, pela área de tributos internos e pelos integrantes do setor privado.

Outras missões do Cenrisco serão o desenvolvimento de uma metodologia que permita identificar o “perfil de risco” de cada interveniente no comércio internacional e a criação de indicadores para cada parâmetro de seleção aduaneira. Com isso, a fiscalização poderá rapidamente identificar quais estão dando resultados satisfatórios e quais precisam ser alterados ou substituídos.

7ª Região Fiscal

Em recente visita ao Rio de Janeiro, Ernani Checcucci, subsecretário de Aduana e Relações Internacionais, confirmou a criação do Cenrisco na 7ª RF. Na oportunidade, destacou-se que o Rio será o centro dos grandes eventos esportivos que estão por vir, que será a sede da próxima Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), além de ser o local de desenvolvimento de grandes projetos ligados ao fluxo internacional de mercadorias. A maior parte do desenvolvimento tecnológico do setor de óleo e gás está concentrada no Rio de Janeiro.

No entanto, os fatores que mais pesam para a localização do Cenrisco são administrativos, como a alta capacidade de atração de servidores nos processos seletivos, a concentração de especialistas na área de gestão de risco, o alto volume operacional no comércio exterior e a disponibilidade de espaço físico em prédios já ocupados pela Receita Federal.

Uma máxima da Receita diz que a boa fiscalização depende de uma boa seleção. O Cenrisco está sendo criado para melhorar ainda mais a seleção e, por consequência, a fiscalização aduaneira. O grande objetivo é acionar cada vez menos a fiscalização para operações de baixo risco e cada vez mais para as de alto risco.

Fonte: RFB/Informe-se