Cunha alerta sobre risco de derrubada de veto a reajuste do Judiciário

Eduardo Cunha: derrubada de veto seria o equivalente a colocar mais gasolina na fogueira - J.Batista/Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha: derrubada de veto seria o equivalente a colocar mais gasolina na fogueira – J.Batista/Câmara dos Deputados

Segundo o presidente da Câmara, ajuste fiscal seria comprometido se o aumento salarial fosse aprovado

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, manifestou preocupação com a pauta de análise de vetos prevista para a terça-feira (22), em sessão do Congresso Nacional marcada para começar às 19 horas. Eduardo Cunha concedeu entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, nesta segunda-feira (21), após almoçar com o vice-presidente da República, Michel Temer. Ao todo, 32 vetos a projetos aprovados pelo Legislativo serão analisados por deputados e senadores. O mais polêmico trata do reajuste de 78,56% nos salários do Poder Judiciário, com impacto financeiro de R$ 25,7 bilhões. Para Cunha, a derrubada desse veto seria preocupante em período de ajuste fiscal.

“Concretamente, não se deve derrubar esse veto. Seria uma atitude de colocar mais gasolina na fogueira, de acender fósforo em tanque de gasolina. Eu não sou partidário disso. O ideal seria até não votar isso amanhã, mas o excesso de adiamentos leva a outro tipo de problema: o acúmulo de vetos”, disse Cunha. Conforme ele lembrou, não seria possível votar os projetos de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016 sem antes analisar os vetos que trancam a pauta do Congresso.

Cunha avalia que, se a votação tivesse ocorrido há duas semanas, o veto teria sido derrubado; mas agora, segundo ele, até mesmo os líderes da oposição estão mais “comedidos” a respeito do assunto. “Na medida em que o governo vem com deficit [no Orçamento], não tem sentido a gente recriminar as propostas de criação de impostos e ajudar a criar despesas”, explicou.

Ele voltou a criticar o governo pelos esforços insuficientes, na sua avaliação, para cortar gastos públicos. Ele citou os R$ 200 milhões por ano que o Executivo espera economizar com a extinção de 10 ministérios e, para comparar, ressaltou que a Câmara, sozinha, vai economizar R$ 80 milhões por ano só com a adequação das horas-extras pagas aos servidores. Ele voltou a defender a fixação do número de ministérios em 20, conforme prevê a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 299/13, de sua autoria, em tramitação na Casa.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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