‘Escândalo Boi Bom’: Justiça afasta auditores fiscais envolvidos em esquema de corrupção

Boi Bom: investigação levou a Polícia Federal a um outro esquema de corrupção em Niterói

‘Escândalo Boi Bom’: investigação descobre corrupção de auditores

Por determinação da Justiça, a Receita Federal afastou sete auditores fiscais envolvidos em esquema de corrupção, que teria causado um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão à Fazenda. O golpe, aplicado a grandes contribuintes de Niterói, consistia em reduzir o valor da multa por sonegação em troca de pagamento de propina. A suspeita do esquema surgiu durante as investigações do “Escândalo Boi Bom”. Com o afastamento dos auditores, a Polícia Federal (PF) dará prosseguimento à Operação “Alcateia Fluminense”.

A investigação foi iniciada quando a Corregedoria da Receita Federal, através das investigações do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro tomou conhecimento de possíveis desvios de conduta de servidores do órgão, o que gerou uma representação da Delegacia da Receita Federal de Niterói. Em seguida o caso foi levado ao Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou à PF.
De acordo com o delegado Enrico Zambrotti, responsável pelo caso, “as investigações do ‘Boi Bom’ levantaram indícios de que haveria fiscais envolvidos em corrupção”. No entanto, ele informou que “não há nenhuma ligação entre os empresários do ‘Escândalo Boi Bom’ com os empresários achacados no esquema de corrupção da Operação ‘Alcateia Fluminense’, uma vez que os empresários envolvidos da Operação são em maioria ligados à construção civil e indústrias em geral”.

Segundo Zambrotti, a Operação “Alcateia Fluminense” agora entra em sua segunda etapa, já que a primeira foi concluída com o afastamento dos auditores. “Na primeira etapa concluímos o rombo na Receita Federal que deixou de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão. Certamente, esses auditores receberam alguma propina. E agora vamos investigar, a ‘lavagem de dinheiro’, o ganho ilícito desses auditores”.

De acordo com as investigações, os funcionários afastados, exibiam sinais exteriores de riqueza injustificada. As autoridades suspeitam que o grupo vinha agindo há anos e, provavelmente, causando um rombo superior a R$ 1 bilhão, uma vez que os fiscais afastados eram funcionários antigos e experientes, e a investigação cobriu apenas 2013 e 2014.

O afastamento foi um pedido de medida cautelar proposto pelo MPF que também ofereceu denúncia contra os auditores, e a decisão foi proferida pelo juiz Eduardo Aidê Bueno de Camargo, da 2ª Vara Federal de Niterói, que aguarda o prazo de defesa preliminar para instauração do processo.

Os investigados estão sujeitos a três tipos de processos: o administrativo, de responsabilidade da Corregedoria da Receita Federal, no âmbito criminal e na esfera cível.

Fonte: O Diário de Campos

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