João Jacques, Diretor de Assuntos Juridicos do Sindireceita: Não há fato relevante que nos permita supor que a categoria deve rever sua posição.

Quando ouvi no CNRE que o plano B de parte da diretoria (na qual não estão inseridos o Vice-Presidente, o Secretário Geral, o Diretor de Finanças e Administração, o Diretor Parlamentar e o Diretor de Assuntos Jurídicos) não era superior a 15,8%, pois se fosse seria o plano A, fiquei pasmo.

Tal afirmativa indica a total falta de planejamento, falta de vontade de luta e falta de respeito à decisão de base que rejeitou o índice de 15,8% dividido em três anos oferecidos pelo Governo em agosto deste ano.

Reapresentar essa proposta, agora com o aval de parte da DEN (a criadora do plano B), será coroar essa situação, mal mascarando o comodismo em aceitar a proposta do Governo (alçado à posição invencível, própria de deuses do Olimpo).

De agosto para cá pouco mudou. Não há fato relevante que nos permita supor que a categoria deve rever sua posição e aceitar o Reajuste Geral Anual condicionado à imobilização de nossos pleitos salarias pelos próximos 3 anos, a não ser a contrariedade de parte da DEN (a do plano B) com o resultado da AGNU de agosto.

Verdadeiramente, não tivemos notícia do cancelamento dos grandes eventos que ocorrerão nesses três anos (Copa das Confederações e Copa do Mundo), vitrines do atual Governo, e que ocasionam momentos mais adequados à negociação da reestruturação que a categoria almeja (mais de 1500 votos em AGNU).

Não somos apenas nós a vislumbrar essas oportunidades, os demais cargos que rejeitaram a proposta, principalmente os da PF (com quem estamos alinhados), também entenderam que em momentos próximos o Governo estará mais sensível ao pleito de reestruturação dos cargos.

Concordo inteiramente com o posicionamento do Secretário Geral Jether Lacerda de que vale a pena correr o risco de buscar pela via judicial esse” aumento oferecido” pelo Governo e estarmos livres para aproveitar os momentos ímpares que se avizinham.

Pelo exposto, entendo que a Diretoria Executiva Nacional deve ter a coerência de ser contra a reapresentação pura e simples do percentual de 15,8%. A AGU trabalha o retorno do pró-labore, a Polícia Rodoviária Federal ganhou a classe que era exclusiva dos inspetores, os Auditores-Fiscais continuam trabalhando a instituição de abono (sem com isso abandonar o movimento), os Agentes, Papiloscopistas e Escrivães insistem na correção da distorção de seus cargos no âmbito da Carreira Policial Federal. E nós? Seremos o Sindiaceita? Espero que não. Colegas, três pãezinhos e um café expresso podem valer mais que a representação de um sindicato fraco.

Atenciosamente, João Jacques S. Pena

Diretor de Assuntos Juridicos

Fonte: Cabresto sem Nó

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